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CULTURA

Funk conservador

28/10/2026 - 08:20

Campanhas apostaram no ritmo para conquistar jovens, enquanto artistas dividiram apoios e políticos enfrentaram críticas

Funk conservador

O funk ganhou espaço nas campanhas de direita em 2026. Flávio Bolsonaro, Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato recorreram ao gênero em eventos e vídeos para mobilizar apoiadores e alcançar eleitores jovens.


Segundo reportagem do g1, seis das 50 músicas mais ouvidas no Spotify brasileiro no domingo do segundo turno, em 25 de outubro, apoiavam Flávio ou criticavam Lula. A popularidade, porém, não representou uma adesão ampla dos artistas às candidaturas conservadoras.


A estratégia provocou questionamentos sobre a postura de políticos que criticam os pancadões. Pavanato comemorou sua eleição para deputado federal ao som de funk após atuar como relator da CPI dos Pancadões, em São Paulo. Na comissão, MC Ryan SP e MC Dricka contestaram o tratamento dado à expressão cultural.


Pavanato defendeu que suas críticas se dirigem às letras, e não ao ritmo. Dentro da própria direita, Renan Santos também criticou o uso eleitoral do gênero.


Entre os artistas, os posicionamentos continuaram diversos: MC Hariel, Tuto, PH e IG apoiaram Lula, enquanto outros permaneceram neutros. O sucesso dos jingles mostrou o alcance do funk, mas não uma unidade política de seus representantes.