Sai Marçal, entra Tarcísio. Flávio é orientado a moderar o tom no debate de hoje na Globo
Candidatos ajustam estratégias para o confronto desta sexta-feira na Globo, de olho nos indecisos e nos eleitores que não votaram no primeiro turno
Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) chegam ao último debate presidencial com uma tarefa em comum: corrigir o que suas campanhas consideraram falhas no encontro da Band. Nesta sexta-feira (23), na Globo, o senador pretende apresentar uma postura menos agressiva, enquanto o presidente busca demonstrar maior controle diante das provocações e ampliar o espaço dedicado às propostas.
Na preparação de Flávio, ganhou espaço o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A expectativa dos aliados é que sua participação ajude o candidato a oferecer respostas mais técnicas e conciliadoras. A mudança ocorre após críticas internas ao comportamento adotado no debate anterior, marcado por gestos e provocações ao adversário.
Integrantes da campanha defenderam um candidato mais propositivo, capaz de manter o enfrentamento sem transmitir arrogância. A avaliação interna é que a postura associada à influência de Pablo Marçal precisa dar lugar a uma abordagem com maior capacidade de atrair quem ainda não escolheu em quem votar.
O senador reservou mais tempo para treinamento e descanso. Guilherme Derrite participa da preparação sobre segurança pública, enquanto a economista Daniella Marques auxilia nas questões econômicas. A orientação é equilibrar o enfrentamento político com a apresentação de soluções.
Do lado petista, a avaliação é que Lula demonstrou incômodo excessivo com o rival e deixou de explorar realizações do governo. Seus auxiliares querem que ele destaque medidas como o fim da escala 6x1 e apresente propostas para outro mandato. A preparação também inclui respostas sobre Lulinha e Roberta Luchsinger, além da discussão sobre abertura de sigilos.
O confronto começa às 21h20, após o Jornal Nacional, com mediação de César Tralli e transmissão pela TV Globo, GloboNews, g1 e Globoplay. Serão quatro blocos de perguntas e respostas, além das considerações finais. Três terão temas determinados e um será livre.
As regras também limitam a movimentação no estúdio. Nos três primeiros blocos, apenas o candidato com a palavra poderá circular; o adversário deverá permanecer no púlpito. No último, cada um poderá se movimentar pelo próprio lado do cenário. A mudança reduz o espaço para a repetição das provocações visuais que marcaram o encontro da Band.