Propaganda eleitoral volta com Flávio prometendo mudança e Lula alertando para cortes sociais
Primeiros programas foram ao ar no rádio nesta sexta-feira (9), com destaque para alianças, promessas de mudança e embate sobre programas sociais
A campanha presidencial voltou ao rádio nesta sexta-feira (9) com Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) disputando o significado de uma possível mudança no comando do país. O senador apresentou suas novas alianças e prometeu reduzir impostos e gastos públicos. O presidente buscou convencer o eleitor de que a vitória do adversário pode colocar conquistas sociais em risco.
Flávio destacou o resultado do primeiro turno e exibiu manifestações de apoio de Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Tarcísio de Freitas. Também reafirmou propostas como o fim da reeleição, a construção de cinco megapresídios e a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas.
Os programas sociais foram um dos pontos centrais do confronto. Flávio afirmou que pretende manter Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e Farmácia Popular. Lula, por sua vez, associou o projeto do adversário ao risco de cortes na educação e em políticas sociais, ao mesmo tempo que defendeu o histórico de seu governo e pediu votos para reverter o cenário eleitoral.
A disputa sobre esse tema também chegou à Justiça Eleitoral. Em decisão noticiada nesta manhã, o ministro André Mendonça determinou a retirada de um vídeo do Instagram de Lula que relacionava propostas de Flávio a perdas em programas sociais. Segundo o ministro, faltavam elementos objetivos para atribuir aqueles cortes ao candidato. A ordem ficou restrita ao vídeo questionado e não foi estendida ao horário eleitoral.
Nesta etapa, os dois candidatos terão cinco minutos cada por bloco. No rádio, os programas vão ao ar às 7h e às 12h; na televisão, às 13h e às 20h30, pelo horário de Brasília. A exibição ocorre de segunda-feira a sábado, com inserções adicionais ao longo da programação.
O horário eleitoral segue até 23 de outubro. Dois dias depois, os brasileiros voltam às urnas para escolher quem comandará o país pelos próximos quatro anos.