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POLÍTICA

Acusações sobre medicamentos, saúde e alianças presidenciais marcam último debate pelo Governo do RN

30/09/2026 - 10:01

Allyson, Álvaro, Cadu e Robério se enfrentaram na Inter TV; investigação em Mossoró e cobranças à gestão estadual concentraram os embates


Acusações sobre medicamentos, saúde e alianças presidenciais marcam último debate pelo Governo do RN

O último debate televisivo entre candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte antes do primeiro turno foi marcado por acusações e divergências sobre serviços públicos e alianças políticas. Allyson Bezerra (União Brasil), Álvaro Dias (PL), Cadu de Lula (PT) e Professor Robério Paulino (PSOL) participaram do encontro promovido pela Inter TV, em Natal, na terça-feira (29).


A jornalista Emmily Virgílio conduziu o programa, dividido em quatro blocos, com perguntas livres e temas sorteados. A votação acontece no próximo domingo, 4 de outubro.


As investigações sobre compras de medicamentos em Mossoró colocaram Allyson sob cobrança dos adversários. Álvaro mencionou gravações do empresário Oseas Monthalggan, citadas no relatório da Operação Mederi, nas quais ele atribui ao candidato um pedido de propina de 15%. Trata-se de uma acusação sob investigação.


Cadu também cobrou explicações sobre o caso. Allyson afirmou já ter prestado esclarecimentos e rebateu os ataques com críticas aos adversários e à administração estadual.


Na saúde, Álvaro questionou Cadu sobre sua participação no governo Fátima Bezerra e a situação do Hospital Walfredo Gurgel. O petista defendeu a gestão e destacou o Hospital Metropolitano. Também afirmou que o atendimento da Unicat passou de 40 mil para 80 mil beneficiários.


Allyson, por sua vez, cobrou respostas sobre salários de aposentados e pensionistas e dificuldades de acesso dos servidores ao crédito consignado.


A engorda de Ponta Negra também entrou no confronto. Cadu apontou problemas de drenagem, enquanto Álvaro defendeu a intervenção realizada na praia.


Na segurança, Allyson defendeu o fortalecimento das forças policiais e citou ações de Mossoró. Robério sustentou que o enfrentamento da violência precisa combinar policiamento e políticas sociais.


O candidato do PSOL também cobrou a ampliação da educação em tempo integral. Já Cadu questionou Allyson sobre práticas abusivas contra trabalhadores terceirizados durante o período eleitoral.


A disputa presidencial atravessou as discussões estaduais. Robério confrontou Álvaro com denúncias sobre supostas ligações de Flávio Bolsonaro com milicianos. Álvaro criticou a escolha do assunto e retomou a discussão sobre saúde.


Questionado por Robério sobre seu posicionamento nacional, Allyson disse que pretende trabalhar com o presidente eleito. O adversário criticou a ausência de uma definição de apoio.


Cadu reafirmou sua vinculação a Lula e encerrou defendendo a continuidade da parceria com o governo federal. “Eu sempre estive ao lado do presidente Lula e vou governar ao lado dele”, declarou.