Moura deixa coordenação do América em meio a mudanças para 2027
Conhecido como “Príncipe Negro”, ídolo do clube participou de conquistas históricas e foi referência para Juninho Pernambucano nas cobranças de falta
O América passa por mais uma mudança em sua estrutura de futebol para a temporada de 2027. Carlos Moura Dourado, o Moura, deixou a função de coordenador técnico após uma conversa com Gabriel e Larissa Carvalho, que acompanham presencialmente a gestão da SAF.
Segundo as informações apuradas pelo jornalista esportivo Mallyk Nagib, o encerramento do contrato ocorreu de maneira tranquila. A substituição já era um desejo da cúpula da SAF, mas vinha sendo adiada em razão do apoio interno ao ex-jogador e de outras questões relacionadas à sua permanência.
Tácito Pegado aparece como provável sucessor na coordenação técnica, embora a mudança ainda não esteja confirmada. Enquanto o América aguarda a chegada de um executivo de futebol, ele vem conduzindo provisoriamente as atribuições dessa área.
Conhecido como “Príncipe Negro”, Moura construiu uma relação com o América que ultrapassa sua atuação nos bastidores. Chegou ao clube em 1996 e marcou uma das fases mais vitoriosas da história alvirrubra, com participação no acesso à Série A do Campeonato Brasileiro e na conquista da Copa do Nordeste de 1998.
Com habilidade na criação de jogadas e presença ofensiva, tornou-se um dos grandes ídolos da torcida. Sua trajetória foi retratada no livro “Moura, o Príncipe Negro”, do jornalista Bruno Araújo, que reúne momentos da carreira e detalhes de sua relação com os clubes que defendeu.
Além do destaque no futebol potiguar, Moura marcou época no Sport, onde foi campeão pernambucano e artilheiro. Também passou por São José-SP, Paysandu e Cerezo Osaka, do Japão. Após encerrar a carreira nos gramados, permaneceu ligado ao América, exercendo funções como treinador, auxiliar técnico e gerente de futebol.
Outro capítulo de sua história envolve Juninho Pernambucano. Companheiros no Sport, os dois desenvolveram uma relação que ajudou a formar o repertório de um dos maiores cobradores de falta do futebol mundial. Juninho reconheceu Moura como uma referência para sua maneira de bater na bola.
Agora, o desligamento da coordenação técnica representa mais uma mudança no departamento de futebol do América, que prepara sua estrutura para 2027.