Rogério Marinho acusa Lula de usar Bolsa Família como arma eleitoral: “O desespero já começou”
Senador critica reajuste anunciado a 17 dias da eleição, chama governo de “Robin Hood às avessas” e afirma que dinheiro público não pode ser usado para conquistar votos
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, criticou o reajuste de 15% no Bolsa Família anunciado pelo governo federal e afirmou que a medida revela o “desespero” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reta final da disputa eleitoral.
“Faltam menos de duas semanas para a eleição. E o desespero já começou”, declarou o parlamentar. Para Marinho, embora o programa social seja importante, o aumento não poderia ser anunciado com finalidade eleitoral.
“O Bolsa Família é importante. Mas dinheiro público não pode ser usado como instrumento eleitoral, atropelando o Congresso e a legislação”, afirmou.
O reajuste foi anunciado a 17 dias do primeiro turno e começará a ser pago em 19 de outubro, no intervalo entre as duas etapas da eleição. Com a mudança, o valor mínimo mensal do benefício passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o pagamento médio deverá chegar a R$ 777.
O impacto estimado pelo governo é de R$ 5,8 bilhões ainda em 2026 e de aproximadamente R$ 22,7 bilhões em 2027. O Palácio do Planalto argumenta que o reajuste representa uma recomposição da inflação acumulada desde março de 2023, quando o programa foi reformulado.
Marinho também contestou a política econômica do governo e classificou a gestão petista como um “Robin Hood às avessas”.
“Dá com uma mão e tira com as duas. Tira elevando imposto. Tira aumentando juros. Tira causando inflação. Tira forçando endividamento das famílias. Tira criando taxa das blusinhas e depois fingindo que não é o pai. Tira dando subsídios para diesel e fazendo você pagar a conta”, declarou.
O líder da oposição no Senado relacionou o anúncio do reajuste ao cenário eleitoral e afirmou que Lula estaria tentando mudar o foco do debate diante dos resultados das pesquisas presidenciais.
“Lula está desesperado com as pesquisas e tenta criar uma nova cortina de fumaça”, disse Marinho.
O senador também acusou o governo de realizar despesas fora das regras fiscais e elevou o tom eleitoral ao prever a derrota do presidente nas urnas.
“O povo não será enganado por quem sequestra o futuro de nossas famílias. Em duas semanas, Lula será aposentado por aqueles a quem 20 anos de PT tanto prejudicaram”, concluiu.