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POLÍTICA

Flávio Bolsonaro chama reajuste do Bolsa Família de ilegal e acusa Lula de usar medida eleitoral

17/09/2026 - 16:13

Candidato do PL afirma que aumento de 15% anunciado pelo governo viola a legislação eleitoral, mas reconhece que o benefício perdeu poder de compra com a inflação


Flávio Bolsonaro chama reajuste do Bolsa Família de ilegal e acusa Lula de usar medida eleitoral

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) criticou o reajuste de 15% no Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, a medida é "ilegal" e representa uma tentativa de influenciar o eleitorado às vésperas das eleições. 


Nas redes sociais e durante agenda de campanha, Flávio afirmou que o reajuste, anunciado a 17 dias do primeiro turno, configura um ato eleitoreiro e acusou o presidente de agir por "desespero" diante da disputa eleitoral. 


“Não caia na falsa promessa da picanha, porque Lula está em desespero”, afirmou Flávio. "Lula acabou de fazer um decreto, mesmo sabendo que é ilegal e proibido durante as eleições. Fez uma coisa que não fez em quatro anos de governo. Faltando 17 dias para a eleição, ele acha que vai enganar alguém dando reajuste no Bolsa Família. Ele sabe que isso não pode, mas é o desespero de quem sabe que já perdeu", falou o candidato durante ato de campanha em Vitória da Conquista (BA) 


Apesar das críticas, o candidato admitiu que o valor de R$ 600, fixado durante o governo de Jair Bolsonaro, perdeu poder de compra em razão da inflação acumulada nos últimos anos.


O governo federal anunciou que o benefício mínimo do Bolsa Família passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o valor médio será elevado para R$ 777. Segundo o Palácio do Planalto, o reajuste corresponde à recomposição da inflação medida pelo INPC desde a reformulação do programa em 2023. 


A declaração de Flávio também reacendeu o debate sobre medidas adotadas em anos eleitorais. Em 2022, durante o governo Jair Bolsonaro, o então Auxílio Brasil teve o valor ampliado de R$ 400 para R$ 600 por meio de uma emenda constitucional aprovada pelo Congresso. Posteriormente, o Supremo Tribunal Federal considerou parcialmente inconstitucionais dispositivos da medida relacionados ao estado de emergência decretado naquele período. 


Senador disse que os R$ 600 pagos desde o governo Bolsonaro "não compram mais o que compravam"