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ECONOMIA

Exportações do RN crescem 38,6% em agosto e alcançam US$ 100,2 milhões

12/09/2026 - 18:58

Estado amplia mercados compradores e diversifica produtos vendidos ao exterior, com destaque para ouro, diesel e naftas



Exportações do RN crescem 38,6% em agosto e alcançam US$ 100,2 milhões
O Rio Grande do Norte registrou forte avanço nas exportações em agosto de 2026. As vendas de produtos potiguares para o exterior somaram US$ 100,2 milhões, resultado 38,6% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado. O desempenho também garantiu ao Estado um superávit comercial de US$ 74,7 milhões.


O resultado chama atenção não apenas pelo crescimento do valor exportado, mas também pela mudança na composição da pauta comercial potiguar. Embora o fuel oil continue sendo o principal produto vendido pelo Estado, itens como ouro, óleo diesel e naftas destinadas à indústria petroquímica ganharam participação significativa.


Juntos, esses três produtos responderam por 44,2% das exportações realizadas em agosto. O ouro movimentou US$ 25,01 milhões, enquanto as vendas de óleo diesel chegaram a US$ 15,59 milhões. As naftas para petroquímica representaram outros US$ 3,56 milhões.


O fuel oil permaneceu na liderança, mas com participação menor do que a registrada um ano antes. Em agosto de 2025, o produto havia representado cerca de 67,7% de todas as exportações do Estado. Já neste ano, respondeu por 31,2%, com US$ 31,26 milhões em vendas.


A redução da dependência de um único produto ajudou o RN a manter o crescimento das exportações mesmo com uma queda de aproximadamente 36% nas vendas de óleo combustível em relação a agosto do ano passado.


RN amplia presença em novos mercados

Outro destaque foi a distribuição dos destinos das mercadorias potiguares. O Estado passou a vender uma parcela maior de sua produção para diferentes países, reduzindo a concentração em poucos mercados.


O Peru foi o principal comprador em agosto, responsável por 31,7% das exportações. Na sequência apareceram Canadá, com 21,7%; República Dominicana, com 15,6%; Estados Unidos, com 7,4%; e Países Baixos, com 6%.


O desempenho do Peru foi impulsionado principalmente por uma operação de US$ 31,2 milhões em fuel oil. Já o Canadá mantém uma relação comercial mais consolidada com o Rio Grande do Norte, especialmente por causa das exportações de ouro produzido na região de Currais Novos.


A República Dominicana também ganhou importância na pauta potiguar. O país compra principalmente combustíveis, sal e tecidos de algodão, e teve em agosto um desempenho impulsionado pelas vendas de aproximadamente US$ 15,6 milhões em óleo diesel.


Ouro ganha espaço nas exportações

A entrada do ouro entre os principais produtos exportados representa uma das mudanças mais significativas na balança comercial do Estado.


O Canadá se tornou um dos principais destinos desse produto e já responde por uma parcela expressiva das vendas externas potiguares no acumulado do ano. A maior parte dessas exportações está relacionada ao ouro produzido na região de Currais Novos.


Além do ouro e dos combustíveis, outros produtos também começaram a ocupar posições relevantes na pauta. Entre eles estão gasóleo, naftas destinadas à indústria petroquímica e minérios de tungstênio, que não tinham participação significativa nas exportações de agosto de 2025.


Exportações superam US$ 100 milhões

Com os US$ 100,2 milhões registrados em agosto, o Rio Grande do Norte exportou aproximadamente US$ 27,9 milhões a mais do que no mesmo mês de 2025.


O desempenho também fez o Estado avançar no ranking nacional de exportadores. O RN passou da 21ª posição em agosto de 2025 para a 19ª posição em agosto de 2026.


Apesar do resultado positivo, especialistas alertam que a diversificação dos mercados não significa necessariamente uma diversificação estrutural da economia. A pauta ainda permanece concentrada em determinados produtos, especialmente combustíveis e ouro.


Para que o crescimento das exportações se transforme em uma tendência mais consistente, o desafio será ampliar o número de empresas exportadoras, incorporar maior valor agregado aos produtos e estimular novos setores da economia potiguar a conquistar espaço no comércio internacional.


Os dados utilizados na análise são da plataforma Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e foram analisados pelo Observatório da Indústria Mais RN, da Federação das Indústrias do Estado. 

Fonte: Tribuna do Norte