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Mario Frias e produtora de “Dark Horse” são alvos de operação da PF

10/09/2026 - 07:39

Operação cumpre mandados contra suspeitos de desviar recursos de emendas parlamentares destinados à produção do filme sobre Jair Bolsonaro



Mario Frias e produtora de “Dark Horse” são alvos de operação da PF
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (10) uma operação para investigar suspeitas de desvio de recursos públicos destinados à produção do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.


A ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também determinou que a investigação que estava sendo conduzida pela Polícia Civil de São Paulo passasse para a esfera do Supremo.


Ao todo, são cumpridos cerca de 50 mandados de busca e apreensão em diferentes estados. Entre os alvos estão o deputado federal Mario Frias e Karina Gama, produtora responsável pelo filme.


Segundo as investigações, os recursos de emendas parlamentares destinados formalmente a determinadas atividades podem ter sido utilizados de maneira irregular. A suspeita é de que parte do dinheiro tenha sido desviada por meio de contratos com empresas ligadas à produção do longa-metragem.


Investigação envolve empresas e recursos públicos

A Polícia Federal apura a possível existência de um esquema envolvendo agentes públicos e empresários. Os investigadores analisam contratos, movimentações financeiras e a utilização dos recursos públicos destinados ao projeto.


A apuração também busca identificar se houve desvio de finalidade na aplicação das emendas parlamentares e eventual utilização de empresas intermediárias para movimentar os valores.


Karina Gama, uma das principais pessoas investigadas, afirmou que os recursos foram aplicados corretamente e negou ter irregularidades a esclarecer.


Caso está no centro da crise do STF

A operação ganhou ainda mais relevância porque o caso “Dark Horse” está diretamente relacionado à recente disputa entre ministros do Supremo envolvendo o comando da Polícia Federal.


Na quarta-feira (9), Flávio Dino determinou a recondução de Andrei Rodrigues à direção-geral da PF e de Leandro Almada à Diretoria de Inteligência da corporação. Dino justificou a decisão afirmando que o afastamento dos dois poderia prejudicar investigações em andamento, entre elas a apuração sobre o financiamento do filme.


Andrei Rodrigues havia sido afastado anteriormente por decisão de André Mendonça, que apontou suspeitas envolvendo relatórios de inteligência produzidos pela Polícia Federal.


A decisão de Dino acabou sendo posteriormente suspensa pelo presidente do STF, Edson Fachin, que também suspendeu a decisão de Mendonça e levou o conflito para análise da Presidência da Corte e, posteriormente, do Plenário.


Operação ocorre em meio a disputa no Supremo

A nova operação coloca novamente o caso “Dark Horse” no centro da crise institucional que envolve diferentes ministros do STF.


A investigação busca esclarecer se recursos públicos destinados ao projeto foram utilizados de acordo com sua finalidade e se houve participação de agentes públicos ou privados em eventuais irregularidades.


As suspeitas ainda estão sendo apuradas pela Polícia Federal e não representam, neste momento, condenação dos investigados.