Bancários do RN encerram greve após aprovação de acordo
“Infelizmente, nós não temos as condições objetivas de continuar uma greve sozinhos, só o Rio Grande do Norte”
Os bancários do Rio Grande do Norte decidiram encerrar a greve nos bancos privados após aprovarem, em assembleia, o acordo nacional apresentado pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A paralisação durou apenas um dia e ocorreu em meio à insatisfação da categoria com os termos negociados.
O acordo prevê reajuste de 0,6% acima da inflação, além da renovação das cláusulas da convenção coletiva e da manutenção da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Apesar da aprovação, o Sindicato dos Bancários do RN considera que a proposta ficou abaixo das reivindicações apresentadas durante as negociações.
O diretor do sindicato, Marcos Tinoco, explicou que a decisão de encerrar o movimento também levou em consideração a dificuldade de manter uma paralisação isolada no estado.
“Infelizmente, nós não temos as condições objetivas de continuar uma greve sozinhos, só o Rio Grande do Norte”, afirmou Tinoco.
Segundo o dirigente, o Rio Grande do Norte foi o único estado brasileiro a manter a paralisação nos bancos privados durante todo o dia 8. A entidade havia defendido uma mobilização mais ampla para pressionar os bancos por uma proposta considerada mais favorável aos trabalhadores.
Durante as discussões sobre a greve, Tinoco e o diretor Alexandre Cândido também avaliaram que a mobilização poderia aumentar a pressão sobre as instituições financeiras em nível nacional.
“O resultado do RN, assim como os resultados do Maranhão e de Bauru, reforça, em nível nacional, o entendimento da necessidade de dar uma resposta concreta à Fenaban e à Contraf-CUT”, afirmaram os representantes.
Entre as reivindicações da categoria estavam reajustes maiores, melhorias na PLR e nos benefícios e mudanças relacionadas às condições de trabalho, metas e assédio moral.
Com a aprovação do acordo, os bancos privados do Rio Grande do Norte retomam o funcionamento normal. Apesar do fim da paralisação, o sindicato afirma que continuará mobilizado para acompanhar o cumprimento do acordo e defender novas reivindicações dos trabalhadores.