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Ginasta mirim de Natal supera nervosismo e viraliza nas redes

03/09/2026 - 11:14

 Maria Eduarda Teixeira deixou a quadra durante uma apresentação em São Luís, mas encontrou força no apoio das amigas para voltar e terminar a coreografia



Ginasta mirim de Natal supera nervosismo e viraliza nas redes

Aos 10 anos, Maria Eduarda Teixeira já sabe o que deseja para o futuro: continuar praticando ginástica rítmica e, quem sabe, transformar o esporte em uma carreira profissional.


Natural de Natal, a jovem atleta ganhou destaque nas redes sociais depois de protagonizar um momento de nervosismo durante uma competição realizada em São Luís, no Maranhão.


Maria Eduarda participava do Torneio Regional Nordeste de Ginástica Rítmica quando esqueceu parte da coreografia e deixou a quadra no meio da apresentação. O momento de tensão, porém, acabou se transformando em uma história de superação e amizade.


Enquanto as quatro companheiras continuavam a apresentação, a ginasta recebeu apoio da treinadora e conseguiu recuperar a confiança. Nos segundos finais da série, decidiu retornar à quadra e completar a apresentação ao lado das amigas.


Ao final, as cinco atletas se abraçaram, protagonizando uma cena que emocionou quem acompanhava a competição e rapidamente ganhou as redes sociais. O vídeo já ultrapassou 4 milhões de visualizações.


“Eu fiquei tão nervosa que esqueci o passo e a única coisa que eu queria era um abraço. Então eu saí correndo para ganhar um abraço, porque eu adoro abraços quando estou nervosa”, contou Maria Eduarda.


A atleta também revelou que, durante o momento de insegurança, lembrou de um conselho dado pela mãe, Helayne Teixeira.


Ela recordou a orientação de pensar nas palavras “eu posso, eu consigo e eu quero”. A lembrança ajudou Maria Eduarda a recuperar a confiança e tomar a decisão de voltar para a apresentação.

“Pensei que eu tinha que finalizar com as minhas amigas”, contou.


Depois de conseguir concluir a coreografia, o sentimento foi de alívio e felicidade. Maria Eduarda também destacou o carinho recebido das colegas, que tiveram papel importante para que ela conseguisse superar o momento difícil.





Sonho de seguir na ginástica

Maria Eduarda pratica ginástica rítmica desde os 5 anos e já participou de outras competições. O torneio realizado em São Luís, no entanto, foi sua primeira participação em uma competição regional.


Apesar do episódio de nervosismo, a experiência não diminuiu a paixão da menina pelo esporte. Pelo contrário: ela afirma que pretende continuar treinando e sonha em seguir carreira na ginástica.


“Pretendo continuar. Tenho esse sonho de seguir carreira na ginástica, mas tudo isso vai ser conversado com a minha família”, afirmou.


Amizade marcou a apresentação

Maria Eduarda fazia parte de uma equipe formada também por Marina Passaia, Maria Eduarda Bento, Gabriele Louise e Antônia Valentina. As cinco competiram na categoria pré-infantil conjunto mãos livres, destinada a ginastas de 10 e 11 anos.


Quando Maria Eduarda deixou a quadra, as outras quatro atletas decidiram continuar a apresentação. Mesmo sabendo que o conjunto não teria pontuação completa, elas permaneceram unidas e esperaram pela amiga.


A treinadora Cristiane Souza destacou que o acolhimento foi fundamental para evitar que o episódio se transformasse em uma experiência negativa para a jovem.


Segundo ela, o apoio recebido naquele momento mostrou a importância da união entre as atletas e ajudou Maria Eduarda a recuperar a segurança necessária para voltar à quadra.



Um momento que virou inspiração

O Torneio Regional Nordeste de Ginástica Rítmica reuniu 402 atletas dos nove estados da região, nas categorias pré-infantil, infantil, juvenil e adulto. A competição também serviu como seletiva para o Torneio Nacional.


O que poderia ter sido apenas um momento difícil na trajetória esportiva de uma criança acabou se transformando em uma história de coragem, amizade e superação.


Para Maria Eduarda, a experiência deixou uma lembrança especial: mesmo quando o medo aparece, é possível respirar fundo, buscar apoio e tentar novamente.


E, para uma menina de apenas 10 anos que já sonha em fazer da ginástica uma profissão, essa pode ser apenas uma das primeiras histórias de uma longa trajetória no esporte.