FIERN defende atração de grandes data centers e aposta no potencial energético do RN
Estado produz muito mais energia do que consome, e setor industrial vê oportunidade de transformar o excedente em investimentos, empregos e novos negócios ligados à inteligência artificial
A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN) voltou a defender a atração de grandes data centers para o Estado. A entidade avalia que o RN reúne condições favoráveis para receber estruturas voltadas à computação em nuvem, inteligência artificial e armazenamento de dados.
Um dos principais argumentos é a capacidade de geração de energia. O Rio Grande do Norte produz aproximadamente dez vezes mais energia do que consome, principalmente devido à forte expansão da geração eólica.
Para o setor industrial, esse excedente representa uma oportunidade de atrair empresas que necessitam de grande quantidade de eletricidade para manter servidores e sistemas de computação funcionando continuamente.
A discussão ganhou ainda mais importância com o avanço da inteligência artificial. Os chamados data centers são considerados fundamentais para o funcionamento de modelos de IA, serviços digitais, plataformas de nuvem e outras tecnologias que demandam enorme capacidade computacional.
Além da disponibilidade energética, o RN possui uma localização estratégica, infraestrutura de telecomunicações e potencial para ampliar a utilização de fontes renováveis.
Investimentos na rede elétrica
A Cosern apresentou um plano de investimentos de aproximadamente R$ 4,1 bilhões, que deverá ampliar e modernizar a infraestrutura de distribuição de energia no Estado.
A expansão da rede é considerada importante para atender ao crescimento da demanda e criar condições para a instalação de novos empreendimentos industriais e tecnológicos.
A expectativa é que projetos dessa dimensão possam estimular uma cadeia de fornecedores e serviços, além de gerar empregos qualificados.
Corrida pelos data centers
A disputa pela instalação de grandes centros de processamento de dados aumentou em diferentes regiões do mundo. Países e estados brasileiros buscam oferecer energia competitiva, infraestrutura e incentivos para atrair empresas do setor.
No caso do Rio Grande do Norte, a possibilidade de utilizar energia renovável produzida localmente é apontada como um dos principais diferenciais.
A instalação de grandes data centers também poderia aproximar o Estado de uma nova cadeia econômica ligada à inteligência artificial, computação em nuvem e tecnologia.
Para a indústria potiguar, o desafio agora é transformar a vantagem energética em projetos concretos, garantindo infraestrutura suficiente e condições competitivas para que empresas nacionais e internacionais escolham o RN como destino para seus investimentos.