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POLÍTICA

JN: Lula erra ao dizer não conhecer lobista, mas fotos nas redes sociais mostram os dois juntos

28/08/2026 - 07:09

Declaração do presidente ocorreu durante sabatina no Jornal Nacional da Globo; registros publicados pela empresária mostram encontros com Lula em diferentes ocasiões.


JN: Lula erra ao dizer não conhecer lobista, mas fotos nas redes sociais mostram os dois juntos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou na noite desta quinta-feira (27) da série de entrevistas da TV Globo com os candidatos à Presidência da República. A sabatina foi transmitida após o Jornal Nacional e durou cerca de 40 minutos.


Durante a entrevista, Lula foi questionado principalmente sobre investigações da Polícia Federal envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, além de suspeitas relacionadas à lobista Roberta Luchsinger e ao ex-chefe de gabinete presidencial Marco Aurélio Santana Ribeiro.


Ao falar sobre as investigações contra o filho, Lula afirmou que Lulinha deve responder à Justiça como qualquer cidadão caso seja comprovado algum crime. O presidente também declarou que não pretende interferir nas apurações.


Lula criticou, entretanto, o uso de conversas obtidas pela Polícia Federal como base para acusações e afirmou que, até o momento, não teria sido apresentada prova de utilização de dinheiro público por seu filho.


Um dos momentos de maior repercussão ocorreu quando a jornalista Renata Vasconcellos perguntou a Lula sobre Roberta Luchsinger. Segundo informações apresentadas durante a entrevista, mensagens atribuídas à lobista indicariam que ela teria afirmado ter proximidade com o presidente e que Lula teria oferecido a ela a possibilidade de escolher um cargo no governo.


Questionado se conhecia Luchsinger e se já havia recebido a empresária no Palácio do Planalto, Lula negou conhecer a lobista.


Após a entrevista, fotografias publicadas anteriormente pela própria Roberta Luchsinger nas redes sociais voltaram a ganhar repercussão. Os registros mostram a empresária ao lado de Lula em diferentes ocasiões entre 2022 e 2023.


Outro assunto abordado foi o escândalo envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Lula defendeu a atuação de seu governo na investigação e afirmou que a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União trabalharam para identificar o esquema e responsabilizar os envolvidos.


O presidente também foi questionado sobre a atuação do então ministro da Previdência, Carlos Lupi. Lula afirmou que não pediu explicações pessoais ao ex-ministro e disse que Lupi deixou o governo após o avanço das investigações.


A sabatina também abordou o caso envolvendo o Banco Master e o senador Jaques Wagner. Lula defendeu Wagner e afirmou que não considera correto condenar pessoas com base apenas em suspeitas ou relações pessoais antes da conclusão das investigações.


Durante a entrevista, Lula também fez críticas à cobertura da imprensa durante a Operação Lava Jato. Ao lembrar os processos que enfrentou, afirmou que foi vítima de acusações que considerava falsas e voltou a citar os ex-integrantes da força-tarefa Sergio Moro e Deltan Dallagnol.


Em determinado momento, Lula afirmou que algumas perguntas da entrevista fizeram com que ele se sentisse como se estivesse diante do Ministério Público. Os jornalistas, por sua vez, continuaram questionando o presidente sobre as investigações e outros assuntos de interesse nacional.


Na área econômica, Lula afirmou que não considera a dívida pública brasileira uma preocupação central e defendeu que o crescimento econômico é o principal caminho para melhorar a relação entre a dívida e o Produto Interno Bruto.


O presidente também declarou que pretende recuperar os Correios e descartou a possibilidade de privatizar a estatal caso seja reeleito.


A educação foi outro tema discutido. Lula destacou a expansão de universidades e institutos federais durante seus governos e afirmou que pretende ampliar investimentos na formação de professores e na educação em tempo integral.


Na parte final da sabatina, a segurança pública ganhou destaque. Questionado sobre o avanço do crime organizado no país, Lula defendeu uma maior integração entre União, estados e municípios.


O presidente também mencionou a proposta de criação de um Ministério da Segurança Pública e afirmou que pretende definir com maior clareza as responsabilidades de cada nível de governo no combate à criminalidade.


A participação de Lula ocorreu no início oficial de uma nova etapa da campanha eleitoral de 2026, justamente às vésperas do início do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão.


A entrevista também ganhou repercussão por causa do confronto entre as respostas do presidente e informações posteriormente divulgadas sobre alguns dos assuntos abordados, especialmente a relação com Roberta Luchsinger. O episódio deverá continuar sendo explorado pelos adversários de Lula durante a campanha.