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Febre do Nilo Ocidental chega a São Paulo com primeiros casos confirmados

25/08/2026 - 20:48

Doença transmitida por mosquitos foi identificada em Ribeirão Preto e São José do Rio Preto; uma paciente já se recuperou e outra permanece internada





Febre do Nilo Ocidental chega a São Paulo com primeiros casos confirmados

São Paulo confirmou os primeiros casos humanos de febre do Nilo Ocidental registrados na história do estado. Os diagnósticos foram feitos em uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, e em uma adolescente de 18 anos, de São José do Rio Preto.


A mulher tinha histórico recente de viagem para a região amazônica e já se recuperou. A adolescente permanece internada sob cuidados médicos. As autoridades de saúde ainda investigam os locais prováveis de infecção nos dois casos.


Os diagnósticos foram confirmados por exames laboratoriais realizados pelo Instituto Adolfo Lutz. A confirmação levou as equipes de vigilância epidemiológica a intensificarem o monitoramento para identificar possíveis áreas de circulação do vírus.


A febre do Nilo Ocidental é uma doença viral transmitida principalmente pela picada de mosquitos infectados do gênero Culex, conhecidos popularmente como pernilongos. As aves silvestres são consideradas importantes hospedeiras do vírus e podem contribuir para a infecção dos mosquitos.


Na maioria das pessoas infectadas, a doença não provoca sintomas. Cerca de 20% dos infectados podem apresentar manifestações clínicas, geralmente leves, como febre, mal-estar, falta de apetite, náuseas, vômitos, dor de cabeça, dores musculares e manchas na pele.


Em casos mais graves, a infecção pode atingir o sistema nervoso e provocar confusão mental, tremores, convulsões, meningite ou encefalite. Nessas situações, é necessária avaliação médica imediata e, dependendo da gravidade, internação hospitalar.


Além dos dois casos registrados em São Paulo, Santa Catarina confirmou dois casos em 2026. Uma mulher de 77 anos morreu em decorrência da doença, enquanto um homem de 56 anos recebeu alta após internação. O Ministério da Saúde também acompanha um caso provável no Piauí.


Não existe atualmente vacina nem tratamento antiviral específico contra a febre do Nilo Ocidental em humanos. O tratamento é direcionado aos sintomas e pode envolver repouso, hidratação e acompanhamento médico. Nos casos graves, pode ser necessário atendimento hospitalar e suporte intensivo.


A principal forma de prevenção é evitar a picada dos mosquitos. Entre as recomendações estão o uso de repelente, roupas que cubram maior parte do corpo, instalação de telas em portas e janelas e eliminação de locais que possam acumular água.


As autoridades também recomendam atenção especial durante o entardecer e o amanhecer, períodos de maior atividade dos mosquitos transmissores.


A confirmação dos primeiros casos em São Paulo reforça a necessidade de vigilância epidemiológica e de acompanhamento da circulação do vírus no país. As equipes de saúde continuam investigando os casos para identificar possíveis locais de transmissão e orientar novas medidas de prevenção

Fonte: Agência Brasil