Marcas famosas que deixaram o Brasil: veja os casos mais conhecidos
Empresas como Häagen-Dazs, Walmart, Ford, Sony e Forever 21 encerraram parte ou toda a operação no país nos últimos anos.
A saída da Häagen-Dazs do mercado brasileiro, anunciada recentemente pela General Mills, reacendeu a discussão sobre grandes marcas internacionais que reduziram ou encerraram suas atividades no Brasil.
Os motivos são variados. Algumas empresas citaram mudanças estratégicas e reorganização global, enquanto outras enfrentaram dificuldades financeiras, queda nas vendas, custos elevados ou mudanças no cenário econômico.
A Häagen-Dazs chegou ao Brasil em 1997. Em 2018, encerrou suas lojas próprias e manteve a venda dos produtos por outros canais. Agora, a General Mills decidiu interromper também a distribuição dos sorvetes no país.
Outro caso recente é o da Haribo. A fabricante alemã de doces abriu sua primeira fábrica fora da Europa em Bauru, no interior de São Paulo, em 2016. A unidade foi encerrada em 2026, após a empresa apontar dificuldades relacionadas à competitividade e ao ambiente de negócios.
A Ford, que iniciou operações no Brasil em 1919, anunciou em 2021 o fim da produção nacional de veículos. As fábricas de Camaçari, Taubaté e da Troller foram fechadas. A montadora, porém, permaneceu no mercado brasileiro com veículos importados.
A Mercedes-Benz também encerrou a produção de automóveis em sua fábrica de Iracemápolis, em São Paulo, em 2020. A empresa, no entanto, manteve no país suas operações relacionadas a caminhões e ônibus, além da comercialização de carros importados.
No setor de moda, a Forever 21 fechou suas lojas brasileiras em 2022, após enfrentar dificuldades financeiras e um cenário de forte concorrência.
A Fnac também deixou de operar lojas no Brasil. A rede francesa chegou ao país em 2000 e chegou a ter 12 unidades. Após ser adquirida pela Livraria Cultura, encerrou a última loja brasileira em 2018.
O Walmart, por sua vez, não deixou completamente o mercado brasileiro, mas abandonou sua marca no país. Após a venda do controle da operação para o fundo Advent International, as lojas passaram gradualmente a utilizar a bandeira Grupo BIG.
A Sony encerrou em 2020 a produção de televisores, câmeras e equipamentos de áudio no Brasil e, no ano seguinte, deixou de comercializar esses produtos diretamente no país. A companhia, porém, manteve negócios como PlayStation, música, entretenimento e soluções profissionais.
A Nikon anunciou o fim de suas atividades diretas no Brasil em 2018, como parte de uma reestruturação global. A Roche também encerrou a produção em sua fábrica no Rio de Janeiro, concluindo o processo em 2024, mas continuou atuando comercialmente no país.
Já a britânica Topshop fechou sua última loja brasileira em 2016, encerrando sua operação física no país.
Os casos mostram que a saída de uma marca do Brasil nem sempre significa o abandono completo do mercado. Em muitos casos, as empresas deixam de produzir localmente ou fecham lojas, mas continuam vendendo produtos importados ou mantendo outras áreas de negócios.